PROVÉRBIOS PORTUGUESES E BRASILEIROS

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Página dos Provérbios

B2

Boas palavras custam pouco e valem muito.

Boas palavras e jogos enganam moços e velhos.

Boas palavras e maus feitos enganam sisudos e néscios.

Boas palavras, maus bofes.

Boas são mangas, depois de festa.

Boas sopas se farão com bom adubo e bom pão.

Boato é como fogo na campanha.

Boca calada é ouro.

Boca calada é remédio.

Boca cheia não conversa.

Boca de ambicioso só se enche com terra de sepultura.

Boca de mel, coração de fel.

Boca de mel, entranhas de fel.

Boca e bolsa aberta para fazer coisa certa.

Boca fala, boca paga.

Boca fala, corpo paga.

Boca fechada e olhos abertos.

Boca fechada e trabalhar na almofada.

Boca fechada é um botão, aberta é um mundão.

Boca fechada tira-me da baralha.

Boca não admite fiador.

Boca que apetece, coração que deseja.

Boca que apetece, coração que padece.

Boca que diz "não", também diz "sim".

Boca que erra, nunca pão lhe faleça.

Boca que erra, não merece pena nem pão que lhe falte.

Boca que fala, não mastiga.

Boca, que queres? Coração, que desejas?

Boca que se beijou, nunca mal se desejou.

Boca que sempre diz "sim", lá um dia diz "não".

Bocado comido, bocado esquecido.

Bocado comido não ganha amigo.

Bocado de mau pão, não o comas, nem o dês a teu irmão.

Bocado de mau pão, nem para ti, nem para o teu cão.

Bocado engolido, sabor perdido.

Bocejo longo: fome, sono ou manha do dono.

Bocejo longo: fome, sono ou ruindade do dono.

Bocejo longo, ou fome, ou sono.

Bocejo longo, ou fome, ou sono, ou ruindade do dono.

Boda e mortalha, no céu se talha.

Boda molhada, boda abençoada.

Bode não morre de fome.

Bode, quando não salta, berra.

Bode só dá chifrada em quem anda a pé.

Bode também tem barba.

Bofetada, mão cortada.

Boi à larga a si se mata.

Boi atolado, pau nele.

Boi bravo, na terra alheia, se faz manso.

Boi bravo, chegando na terra alheia, se faz de manso.

Boi bravo, depois de morto, todo mundo segura o chifre dele.

Boi cansado, passo seguro.

Boi com boi é que faz junta.

Boi cornudo, cavalo cascudo.

Boi de guia é que bebe água limpa.

Boi frontudo, cavalo cascudo.

Boi irado, na terra dos outros, é bezerra.

Boi ladrão não amanhece em roça.

Boi lerdo só bebe água suja.

Boi luzidio nunca tem fastio.

Boi mais velho é sempre culpado por a horta ser mal lavrada.

Boi manso, aperreado, arremete.

Boi manso em seu corno cresce.

Boi manso novilho atropela.

Boi mau em seu corno cresce.

Boi morto vaca é.

Boi, na terra alheia, até as vacas chifram.

Boi, na terra alheia, até as vacas lhe dão chifradas.

Boi que come farinha, não cansa.

Boi que marra, quer choupa.

Boi que me encornou, em boa parte me deitou.

Boi ronceiro bebe água suja.

Boi sabe a cerca que fura.

Boi solto lambe-se todo.

Boi sonso, chifrada certa.

Boi sonso é que arromba cerca.

Boi sonso é que arromba curral.

Boi sonso, marrada certa.

Boi sonso não erra marrada.

Boi velhaco conhece o outro pelo berro.

Boi velho conhece o outro pelo berro.

Boi velho ensina a lavrar o novo.

Boi velho faz rego dinheiro.

Boi velho gosta de erva tenra.

Boi velho lavra com os ossos.

Boi velho, passo seguro.

Boi velho, rego direito.

Boi velho, sulco direito.

Boi velho só com os ossos toca o carro.

Boiar sobre duas espias.

Bole com o rabo o cão, não por ti, mas pelo pão.

Bole com o rabo o cão, não por ti, senão pelo pão.

Bole o rabo o cão, não por ti, mas pelo pão.

Bole o rabo o cão, não por ti, senão pelo pão.

Bolineiro soía ser, tornei-me a meu mister.

Bolo torto não perde o gosto.

Bolos e abraços de raparigas não se podem desperdiçar.

Bolsa aberta ganha cidades.

Bolsa de jogador não tem fecho.

Bolsa despejada, cara amargurada.

Bolsa e boca aberta, para fazer casa certa.

Bolsa leve, coração pesado.

Bolsa pesada, coração leve.

Bolsa rota, dinheiro à solta.

Bolsa sangrada é o mesmo que corpo morto.

Bolsa sem dinheiro, chama-lhe couro.

Bolsa sem dinheiro, chamam-lhe couro.

Bolsa vazia afugenta amigos.

Bolsa vazia, chamam-lhe couro.

Bolsa vazia e casa acabada, faz o homem sisudo, mas tarde.

Bolsa vazia e casa acabada fazem o homem sisudo, mas tarde.

Bolsa vazia, inteligência manca.

Bolso cheio, coração alegre.

Bolso sem dinheiro é como torcida sem candeeiro.

Bom abade, missa à tarde.

Bom advogado, mau vizinho.

Bom amigo é o gato, senão que arranha.

Bom amigo é o gato, quando não arranha.

Bom amigo era o gato, se não arranhasse.

Bom ano de pão, mau ano de pão, as colheitas o dirão.

Bom audiente, bom respondente.

Bom cabrito não berra.

Bom cão de caça até a morte abana o rabo.

Bom cão de caça até a morte dá ao rabo.

Bom com Deus, bem com o diabo.

Bom começo já é a metade.

Bom comer traz mau comer.

Bom comer traz mau dormir.

Bom comer traz mau morrer.

Bom companheiro, o dinheiro.

Bom conselho desprezado há de ser muito lembrado.

Bom conselho não tem preço.

Bom coração quebranta má fortuna.

Bom coração quebranta má ventura.

Bom coração quebranta má vontade.

Bom de convidar, mau de fartar.

Bom de convidar, mau de jantar.

Bom de convidar, ruim de contentar.

Bom dia, boa obra.

Bom-dia não se nega nem à cutia.

Bom-dia se dá até a cavalo.

Bom é de encaminhar o gato para o toucinho.

Bom é Deus, e está fechado no sacrário.

Bom é ferir o soberbo, quando está só.

Bom é jejum, mas melhor é esmola.

Bom é largar saudade, quando o tempo desengana.

Bom é missar e casa guardar.

Bom é não ir mais depressa que a música.

Bom é o que Deus dá.

Bom é saber calar até o tempo de falar.

Bom é saber calar, até ser tempo de falar.

Bom é saber que pão nos há de manter.

Bom é saber que pão te há de manter.

Bom é ter amigos, ainda que seja no inferno.

Bom é ter mãe, ainda que seja uma silva.

Bom é ter pai e mãe, mas comer e beber rapa tudo.

Bom é ter um pão com dois pedaços.

Bom é ter um pão e mais dois pedaços.

Bom é um pão com um pedaço.

Bom é voar baixo por causa dos milhafres.

Bom estrume e bom lavor, traz tudo num primor.

Bom exemplo e boa razão cativam coração.

Bom exemplo e boas razões avassalam os corações.

Bom exemplo, meio sermão.

Bom governo vale mais que boa renda.

Bom homem goza o fruto.

Bom homem, mas mau alfaiate.

Bom juízo e muita conversa poucas vezes se juntam.

Bom livro, bom amigo.

Bom lucro tira quem aprende em cabeça alheia.

Bom mestre, melhor discípulo.

Bom nome é melhor que riqueza.

Bom ouvinte, bom conselheiro.

Bom pagador herda o alheio.

Bom porte com boas maneiras abrem portas estrangeiras.

Bom princípio é a metade.

Bom rafeiro até a morte dá ao rabo.

Bom rafeiro caça o ano inteiro.

Bom rei, se quereis que vos sirva, dai-me de comer.

Bom saber é o calar, até ser tempo de falar.

Bom sangue não mente.

Bom sangue não nega.

Bom será, se morto está.

Bom serás, se morto estás.

Bom silêncio vale mais que uma pergunta.

Bom soldado economiza munição.

Bom torrão escusa pregão.

Bom traje encobre ruim linhagem.

Bom vinho dispensa pregão.

Bom vinho dispensa ramo.

Bom vinho escusa pregão.

Bom vinho, má cabeça.

Bondade em balde é devolvida em barril.

Bondade não custa favor.

Bonitas palavras não engordam gatos.

Boniteza não se põe na mesa.

Bons amigos, bons conselhos.

Bons costumes e muito dinheiro farão o teu filho cavalheiro.

Bons dias em janeiro enganam o homem em fevereiro.

Bons dias em janeiro vêm-se a pagar em fevereiro.

Bons e maus mantêm a cidade.

Bons modos custam pouco e valem muito.

Bons negócios fazem bons amigos.

Borracha vazia não tira secura.

Borreguinha mansa mama a sua teta e a alheia.

Botar a alma pela boca.

Botar cinza nos olhos de alguém.

Botar verde, para pegar maduro.

Botas e luvas encobrem muito mal.

Bradar no deserto.

Branco como a neve.

Branco é, galinha o põe.

Branco ou preto, um porco é um porco.

Brás, bem o diz e mal o faz.

Brás! Lava-te e comerás.

Brasa cruel acalenta no seio,  quem se regozija  com infortúnio alheio.

Brasa deita no seio, quem cria filho alheio.

Brasa deita no seio, quem se honra com erro alheio.

Brasa traz no seio, quem cria filho alheio.

Brasileiro só fecha a porta depois de roubado.

Breve cansará o que apressado é no princípio.

Brevidade e novidade muito agradam.

Briga a onda com o rochedo, e o sururu vai no meio.

Briga o mar com a praia, e quem paga é o caranguejo.

Brigam as comadres, descobrem-se as verdades.

Brigam os ladrões, descobrem-se os furtos.

Brigas de amor, arrulhos de namorado.

Brigas de namorados, amores dobrados.

Brigas de namorados fortalecem o amor.

Brinca com o asno, dar-te-á com o rabo na barba.

Brinca com quem não conheces, verás o que te acontece.

Brinca, mas não ofende.

Brincai com o asno, dar-vos-á na barba com o rabo.

Brincai com o louco em casa, zombará convosco na praça.

Brincadeira de homem cheira a defunto.

Brincadeira de mãos, beijos de burro.

Brincadeira tem hora.

Brincadeira tem hora e lugar.

Brincai com o asno, dar-vos-á na barba com o rabo.

Brincando, brincando, vão-se dizendo as verdades.

Brinquedo de mão, brinquedo de vilão.

Brinquedos de homem, beijos de burro.

Bugio não se toma com laço.

Bulham os cônegos na sé? Prende-se quem está na praça.

Bulirei com lança, farei como moça.

Bunda no chão, dinheiro na mão.

Buraco chama ladrão.

Buraco velho tem cobra dentro.

Burla com dano não acaba o ano.

Burra velha de longe aventa as pegas.

Burrinho que me leve e não cavalo que me arraste.

Burro bravo dá coice até no vento.

Burro bravo dá coice no vento.

Burro calado por sábio é contado.

Burro calado se torna sábio.

Burro de carga é que agüenta tranco.

Burro de muitos depressa fica esfalfado.

Burro e burriqueiro nunca pensam do mesmo modo.

Burro e carroceiro nunca estão de acordo.

Burro esbarrado, burro dado.

Burro gosta de ouvir seus zurros.

Burro mau, indo para casa, corre sem pau.

Burro morto, cevada ao rabo.

Burro não amansa, acostuma.

Burro não amansa, se acostuma.

Burro não amansa, se conforma.

Burro, onde encosta, mija.

Burro, quando está infeliz, até no lajeiro se atola.

Burro que a Roma vá, burro volta de lá.

Burro que dá coice em parede, em ti o dá.

Burro que dá coice em parede, em si o dá.

Burro que geme, carga não teme.

Burro que muito zurra, pede cabresto.

Burro que vai a Santarém, burro vai e burro vem.

Burro velho de longe aventa as pegas.

Burro velho gosta de capim novo.

Burro velho gosta de capim verde.

Burro velho não acerta com a encruzilhada.

Burro velho não amansa.

Burro velho não amansa, acostuma.

Burro velho não aprende.

Burro velho não aprende línguas.

Burro velho não recebe ensino.

Burro velho não toma andadura.

Burro velho não toma andadura, e se a toma, pouco dura.

Burro velho não toma ensino.

Busca amizade de teu igual, se és honrado e leal.

Busca outro ferro para este osso.

Busca seu asno e está montado em cima.

Buscar água em fonte seca.

Buscar agulha em palheiro.

Buscar cinco pés ao gato.

Buscar de que pegar.

Buscar lenha para se queimar.

Buscar pé para questões de lã caprina.

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