PROVÉRBIOS PORTUGUESES E BRASILEIROS

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Página dos Provérbios

A2

A cultura é a única riqueza que os tiranos não podem confiscar.

A curiosidade matou um gato.

À custa alheia, todos são prudentes, esforçados e comedidos.

À custa de barba longa.

À custa dos tolos se riem os assisados.

A dama do monte, cavalheiro da corte.

A dar com um pau.

A dar está obrigado aquele a quem hão dado.

A deleitosa vida amarga com a lembrança da morte.

A demasiada afeição cega a razão.

A desconfiança causa segurança.

A desconfiança é a mãe da discrição e da prudência.

A desconfiança é a mãe da segurança.

A desconfiança é a sentinela da segurança.

A desconfiança é filha da adversidade.

A desconfiança é mãe da discrição e da prudência.

A desconfiança é a mãe da segurança.

A desconfiança é mãe dos discretos.

A desculpa do aleijado é a muleta.

A desejo vem a costura.

A desesperação faz os homens ousados.

A desestima dos bons dá ousadia aos maus.

A desgraça de quem pede é ser sujeito a quem tem.

A desgraça de quem pede é sujeitar-se a quem tem.

A desgraça de uns é o bem de outros.

A desgraça do pobre é querer imitar o rico.

A desgraça é como a morte: nivela todos os homens.

A desgraça e o contentamento nunca vem só.

A desgraça entra às braçadas e vai às polegadas.

À desgraça ninguém foge.

A desgraça, para ser boa, precisa ser bem desgraçada.

A desgraça vem às braçadas e vai às polegadas.

A desgraça vem sem ser chamada.

A destreza pode muito, mas mais a perseverança.

A desventura sempre espreita e vem não cuidada.

A determinação em todo negócio é perigosa.

A Deus e a el-rei, não errarei.

A Deus e à ventura, botar a nadar.

A Deus nada é difícil.

A Deus nada é impossível.

A Deus nada se esconde.

A Deus ninguém engana.

A Deus poderás mentir, mas não enganar.

A Deus rogando, e com o maço dando.

A Deus tudo é fácil e nada é impossível.

A devoção das coisas está no proveito ou gosto delas.

A diligência é a mãe da boa ventura.

A diligência é a mãe da prosperidade.

A diligência é a mãe da ventura.

A diligência é a mãe do bom êxito.

A diligência é a mão direita da fortuna; a frugalidade, a esquerda.

A diligência é mãe da boa ventura.

A diligência é mãe de todas as virtudes.

A discrição adjetiva-se com a condição.

A discrição é da sorte da pobreza.

A dita dos maus é tormento dos bons.

A dita faz bom parecer.

A dívida é o primeiro herdeiro.

A dívida é o primeiro herdeiro, e não espera testamenteiro.

A doçura do proveito tira a dor ao dano.

A doçura do proveito tolhe a dor do dano.

A doçura tira nojo, e a cordura abre olho.

A doçura tira o nojo, e a cordura abre o olho.

A doença e a dor conhecem-se na cor.

A doença é o celeiro do médico.

A doença entra às braçadas e sai às polegadas.

A doença vem a cavalo e vai a pé.

A doença vem a cavalo e volta a pé.

A doença vem às braças e vai às polegadas.

A doença vem às carradas e sai às gotas.

A dois ruins e a dois tições, nunca bem os compões.

A donzela e o açor, com as espaldas ao sol.

À donzela honesta o trabalho é festa.

A dor até os inocentes faz mentir.

A dor de cabeça é minha, e as vacas são nossas.

A dor de cabeça, minhas, as vacas, nossas.

A dor ensina a gemer.

A dor ensina a parir.

A dor nunca matou.

A dor por que vem algum proveito, não se sente.

A dor própria não descansa no repouso alheio.

A dor que teu vizinho não sabe, não é dor de verdade.

A dormir não se alcançam vitórias.

A duas palavras, três porradas.

A dúvida é a escola da verdade.

A dúvida é a sala de espera do conhecimento.

A dúvida é o começo da sabedoria.

A economia é a base da porcaria.

A economia é a base da prosperidade.

A economia é a base da riqueza.

A economia é um grande rendimento.

A economia é um vício na opulência.

A educação é mais importante do que a natureza.

A eloqüência parlamentar é uma campainha que se toca quando chega a hora de jantar.

A empenada quer-se quebrada.

A engatinhar se aprende a andar.

A erva ao vento se inclina.

A erva daninha depressa nasce e tarde envelhece.

A erva ruim não seca a geada.

A escola do mundo é dura.

A escritura é a vida das palavras.

A escudeiro mesquinho, patrão adivinho.

A escudeiro mesquinho, rapaz adivinho.

A escusas de mau pagador, orelhas de mercador.

A esmola é um mistério: quando a derdes, fechai a porta.

A esmola não empobrece, mas para o céu enriquece.

A esmola, quando é muita, o santo desconfia.

A espada e o anel, na mão em que estiver.

A espada e o anel, segundo a mão em que estiver.

A espada e o anel, segundo a mão onde estiver.

A espada vence, e a palavra convence.

A esperança conforta a alma, honra e vida.

A esperança de glória alivia todas as penas.

A esperança do descanso alivia o trabalho.

A esperança do ganho diminui a canseira.

A esperança é a última que morre.

A esperança é a última que morre, mas morre.

A esperança é o pão dos infelizes.

A esperança é o pão dos pobres.

A esperança é o refrigério do trabalho.

A esperança é o sonho do homem acordado.

A esperança é refrigério do trabalho.

A esperança é sempre a última coisa que morre.

A esperança é sempre a última que morre.

A esperança é uma virtude.

A esperança no ganho diminui a canseira.

A esperança sempre deu o melhor, e o tempo, tudo.

A esperança só morre junto com a gente.

A esperteza muitas vezes engole o esperto.

A espinha, quando nasce, leva o bico adiante.

A espinha, quando nasce, leva o pico adiante.

A essoutra porta, que esta não se abre.

A estima das coisas está no carecer delas.

A estrada é longa, mas as vozes são belas.

A estrela brilha atrás das nuvens.

A exceção confirma a regra.

A excelência é fazer algo comum de maneira incomum.

A existência é a eterna procura da felicidade.

A experiência corrige.

A experiência é a mãe da ciência.

A experiência é a mãe da ciência e a mestra da vida.

A experiência é a mãe da sapiência.

A experiência é a mãe das coisas.

A experiência é a mãe de todas as ciências.

A experiência é a mãe do saber.

A experiência é a mestra da vida.

A experiência é mãe da ciência.

A experiência é mestra em todas as coisas.

A experiência ensina em um momento o que o conselho não pode persuadir em toda a vida.

A experiência gera a desconfiança.

A experiência no ganho diminui a canseira.

A experiência que não dói, muito pouco ou nada aproveita.

A experiência tem uma escola em que as lições custam caro, mas é a única em que os tolos se podem instruir.

A experiência vale mais que a ciência.

A extrema grandeza conduz ao extremo abatimento.

A faísca, quando fenece, mais se acende.

A falar é que a gente se entende.

A falar no mau, aparelhar o pau.

A falsa modéstia é um refinamento da vaidade.

À falta de capão, cebola e pão.

A falta de cuidado é mais nociva que a do saber.

À falta de pão, até migalhas vão.

À falta de um grito morre um burro no atoleiro.

À falta de um grito, vai-se embora uma boiada.

À falta de pão, boas são as tortas.

A falta do amigo há de se conhecer, mas não aborrecer.

A fama das mulheres está mais no que dizem do que no que é.

A fama é o mais duradouro dos túmulos.

A fama sempre dura.

A fama tem asas.

A fama voa.

A familiaridade é a sepultura do amor.

A familiaridade encurta o respeito e rebaixa a autoridade.

A familiaridade gera o desdém.

A familiaridade produz o desprezo.

A familiaridade provoca desrespeito.

A farinha do diabo vai-se toda em farelo.

A farinha tem seu dia de feijão.

A fartura faz a bravura.

A fartura faz bravura.

A fatia do pobre cai sempre com a manteiga voltada para o chão.

A fazenda à mostra desbota.

A fazenda de raiz farta, mas não basta.

A fazenda é fazendo-a.

A fazenda muito à mostra desbota.

A fé abala montanhas.

A fé é como a alma, não torna de onde sai.

A fé é o conselho dos miseráveis.

A fé é que nos salva, e não o pau da barca.

A fé é que vence sempre.

A fé move montanhas.

A fé não tem olho.

A fé nas obras se vê.

A fé remove montanhas.

A fé sem obras é morta.

A fé transporta montanhas.

A felicidade e a riqueza despertam a inveja.

A felicidade é algo que se multiplica, quando se divide.

A felicidade é tão frágil como o cristal.

A felicidade está onde a pomos, mas nunca a pomos onde estamos.

A felicidade está onde cada um a põe.

A felicidade não dá nunca aquilo que o seu nome promete.

A felicidade não é o lugar para onde se está indo, é a viagem.

A felicidade não é um destino aonde chegamos, mas uma maneira de viajar.

A felicidade não traz dinheiro a ninguém.

A felicidade precisa de ser interrompida para ser sentida.

A felicidade sorri aos tolos.

A felicidade tem asas, como o tempo.

A fêmea é que faz o ninho.

A ferida do amor, quem a dá, a sara.

A ferida do cão cura-se com o pelo do mesmo cão.

A ferro quente, malha-se de repente.

A ferro quente, malhar de repente.

A ferrugem come o ferro, e o cuidado, o coração.

A ferrugem gasta mais do que o uso ou o trabalho.

A ferrugem gasta mais que o trabalho.

A ferrugem gasta mais que o uso.

A ferrugem gasta o ferro.

A ferrugem gasta o ferro, e o cuidado, o coração.

A ferrugem rói o ferro.

A festa quer véspera.

À fiandeira laboriosa nunca faltou pano para camisas.

A fiar e a tecer, ganha a mulher de comer.

A fidelidade é sempre suspeita, quando é comprada.

A figueira quer pé na água e cabeça ao sol.

À filha casada, saem-lhe genros.

A filha da onça traz pintas que nem a mãe.

À filha de rico, não lhe toques no vestido.

A filho e amigo, pão e castigo.

A fio rouba o moleiro, e mais dão-lhe pão.

A fisionomia é o espelho da alma.

A fiúza de conde, não mates o homem, que morrerá o conde e o homem.

A fiúza de parentes, cata que merendes.

A fiúza de parentes, não deixes de guarda que merendes.

A flecha não torna depois de lançada.

A fome alheia faz prover minha ceia.

A fome alheia me faz perder a eira.

A fome boceja, a fartura arrota.

A fome carrega nas costas a justiça.

A fome chega à porta do oficial e não pode entrar.

A fome chega à porta do oficial, mas não ousa entrar.

A fome dá ao pobre o direito sagrado de importunar o rico.

A fome é a melhor cozinheira.

A fome é a melhor mostarda.

A fome e a sede põem a lebre a caminhar.

A fome e a sede põem a lebre a caminho.

A fome é boa cozinheira.

A fome é boa mostarda.

A fome é inimiga da alma.

A fome é inimiga da virtude.

A fome é má conselheira.

A fome é negra.

A fome e o frio metem a lebre a caminho.

A fome e o frio põem a lebre a caminho.

A fome é o melhor cozinheiro.

A fome é o melhor tempero.

A fome espreita à porta de quem trabalha, mas não entra em casa.

A fome faz a onça sair do mato.

A fome faz sair o lobo ao povoado.

A fome faz sair o lobo da mata ao povoado.

A fome faz sair o lobo do mato.

A fome não é cuia.

A fome não espera pela fartura.

A fome não faz bom cabelo.

À fome não há pão duro.

A fome não tem lei.

A força carrega nas costas a justiça.

A força da corrente está no elo mais fraco.

A força das mulheres consiste na sua fraqueza.

À força de vilão, ferro em meio.

A força dos tiranos está toda na paciência dos povos.

A força é a medida do direito.

A força é o direito dos conquistadores.

A força é o poder da justiça; o poder da injustiça é a violência.

A força está na constância.

A forca não foi inventada somente para os que não sabem o nome do seu avô.

A forca não perde o seu.

A forca nunca perde o seu.

A formiga, ainda que pequena, mata o crocodilo.

A formiga, quando quer perder-se, cria asas.

A formiga sabe a folha que rói.

A formosura é um engano mudo.

A formosura é uma tirania de pouco tempo.

A fórmula da felicidade é não viver nem do passado, nem do futuro, mas do presente.

A fortaleza maior louvor merece em esperar que em cometer.

A fortuna a ninguém perdoa.

A fortuna, afagando, espreita, e a prosperidade é a mais suspeita.

A fortuna ajuda aos fortes.

A fortuna ajuda aos ousados e despreza os temerosos.

A fortuna ajuda os fortes.

A fortuna, assim como a desgraça, não costuma vir só.

A fortuna até aos vencidos ensina a arte da guerra.

A fortuna auxilia o forte.

A fortuna bate sempre à porta que sorri.

A fortuna chega enquanto se dorme.

A fortuna dá e tira.

A fortuna é cega.

A fortuna é como o vidro: tanto brilha como quebra.

A fortuna é madrasta da prudência.

A fortuna é vária.

A fortuna é vária: hoje a favor, amanhã contrária.

A fortuna enlouquece a quem muito favorece.

A fortuna favorece aos fortes.

A fortuna faz bravura.

A fortuna há medo aos esforçados e assopeia os fracos.

A fortuna mais asinha se acha do que se sustenta.

A fortuna muda as feições.

A fortuna muda-se como o vento.

A fortuna não consiste em ter, senão em merecer.

A fortuna não é como se pinta.

A fortuna não tira, senão o que ela tem dado.

A fortuna pode cansar os bons, mas não vencê-los.

A fortuna procura a quem sabe aproveitá-la.

A fortuna, quando afaga, então espreita.

A fortuna, quando afaga, então espreita, e a próspera é mais suspeita.

A fortuna somente é cega para os que a não compreendem.

A fortuna varia, hoje a favor, amanhã contra.

A frade não faças cama; de tua mulher não faças ama.

A frade não faças cama, e a má mulher não faças ama.

A frade não faças cama, e a tua mulher não faças ama.

A franga canta porque quer galo.

A franqueza pode ser reprovada; a lealdade é sempre apreciada.

A fruta proibida é a mais apetecida.

A fumaça é coisa fina, vara parede dobrada.

A função cria o órgão.

A furão cansado, tira-lhe o açaimo.

A fúria não espera razão.

A fúria nunca aconselhou bem.

A gado que rói, nunca faltaram farrapos.

A gaiola feita e a pega morta.

A galgo velho, deita-lhe lebre e não coelho.

À galinha, aparta-lhe o ninho, pôr-te-á o ovo.

A galinha da minha vizinha é mais gorda que a minha.

A galinha da minha vizinha sempre é melhor do que a minha.

A galinha da vizinha é mais gorda que a minha.

A galinha da vizinha é mais gorda que a nossa.

A galinha da vizinha é sempre mais gorda que a minha.

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.

A galinha da vizinha põe mais ovos que a minha.

A galinha do vizinho é mais gorda que a minha.

A galinha do vizinho é sempre mais gorda.

A galinha não põe pelo papo, senão pelo galo.

A galinha o bicho come; a mulher dá que falar.

A galinha, onde tem os ovos, ali tem os olhos.

A galinha tem os olhos onde tem os ovos.

A galinha velha dá bom caldo.

A galinha velha faz bom caldo.

À gana de comer, não há mau pão.

A ganhar se perde, e a perder se ganha.

A gastador nunca faltou que gastar, nem a jogador, que jogar.

A gato pintado não se confia a guarda do assado.

A generosidade perdoa; a imprudência esquece.

A gente conta o milagre, mas não diz o nome do santo.

A gente controverte, dinheiro e avesso.

A gente é o que é.

A gente é que sabe onde o sapato aperta.

A gente ganha dinheiro, mas dinheiro não faz gente.

A gente guarda o que comer, não o que fazer.

A gente não come terra, mas a terra come a gente.

A gente não deve desperdiçar choro antes de o defunto morrer.

A gente não sabe para que santo se volte.

A gente nasce nu, e não se enterra de chapéu.

A gente nasce pelado, e não se enterra de chapéu.

A gente nasceu nu, e não se enterra de chapéu.

A gente nunca se esquece de quem se esquece da gente.

A gente olha, e outro é que vê.

A gente ou é angu ou é farinha.

A gente pensa não ter vícios, quando não tem os dos outros.

A gente pensa que se benze e arrebenta as ventas.

A gente pobre, moeda miúda.

A gente preta não se faz casa vermelha.

A gente queira ou não queira, tem de ir o burro à feira.

A gente sabe onde nasce, mas não sabe onde morre.

A gente só aprende quando já é tarde demais.

A gente só fecha a porta depois de roubado.

A gente só se lembra de Santa Bárbara, quando ronca a trovoada.

A gente trabalha para si, para Deus e para o diabo.

A gente vê cara, não vê coração.

A gente vê caras, não vê corações.

A geração de uma coisa é corrupção de outra.

A glória do conquistador é como a iluminação do incêndio.

A glória é um legado oneroso para quem não pode sustentá-la.

A glória é uma dama cruel, que faz pagar mui caros os seus favores.

A glória sem dinheiro não é mais que uma doença.

A gorda galinha faz gorda a cozinha.

A gordura é capa de defeitos.

A gota e gota, o mar se esgota.

A graça é para o corpo o que o bom-senso é para o espírito.

A grama do vizinho é sempre mais verde.

A grama é sempre mais verde do outro lado da cerca.

A grama que burro não come, não presta para gado nenhum.

A grande cão, grande osso.

À grande pressa, grande vagar.

A grande subida, grande caída.

A grandes cautelas, cautelas maiores.

A grandes males, grandes remédios.

A grandes personagens, palavras poucas.

A grão e grão, enche a galinha o papo.

A grão e grão, enche a galinha o serrão.

A grão gastador, o muito não basta, a grão poupador, o pouco sobeja.

A grão gastador, o muito não basta; e a grande poupador, o pouco sobeja.

A gratidão é o único tesouro do pobre.

A gratidão tem tanto de nobre, como de vil a ingratidão.

A gravidade afetada é a casca da sabedoria.

A grei paga as loucuras do seu rei.

A guerra arruína mesmo os que a ganham.

A guerra e a ceia, começando, se ateia.

A guerra é a festa dos mortos.

A guerra é um processo que arruína mesmo aqueles que a ganham.

A guerra vive da guerra.

A guia de um cego não pode ser outro.

A gula conduz à mendicidade.

A gula mata mais que a espada.

A gulodice tem matado mais gente do que a espada.

A hipocrisia é uma homenagem que se faz à virtude.

A história do que existe é a história do que existiu e do que há de existir.

A história é a escola dos povos e dos reis.

A história é a testemunha dos tempos, a luz da verdade, a vida da memória, e a mestra da vida.

A história é a mais sábia conselheira dos reis.

A história é o livro dos reis.

A história se repete.

A história se repete através dos séculos.

A homem aventureiro, a filha lhe nasce primeiro.

A homem calado e mulher barbada, em tua casa não lhes dês pousada.

A homem comedor, nem coisa delicada, nem apetite no sabor.

A homem de bem não procures antepassados.

A homem de esforço, a fortuna lhe põe ombro.

A homem desamorado não se pode ter amor.

A homem enamorado, nunca casa com sobrado.

A homem farta, as cerejas amargam

A homem farto, as cerejas lhe amargam.

A homem maior, dá-lhe honra.

A homem mau, com corda e pau.

A homem ocioso e mulher barbuda, de longe os saúda.

A homem pobre, pano fino, cântaro de cobre.

A homem pobre ninguém acometa.

A homem pobre ninguém roube.

A homem praguento e difamador nenhum crédito se deve dar.

A homem ruivo e mulher barbuda, de longe os saúda.

A homem sem palavra, não lhe fies uma sede d'água.

A honestidade é a melhor política.

A honestidade é, dos sistemas, o mais proveitoso.

A honra dá quem a tem.

À honra dos santos se beijam as pedras.

A honra é a bússola dos homens de bem.

A honra é como o vidro: quebrada, não solda mais.

A honra é como o vidro: quebrando, não solda mais.

A honra que se vende, é sempre paga mais cara do que vale.

A honra muda os costumes.

A honra se lava com sangue.

A honra se lava é com sangue.

A honra sustenta as artes.

A hora de comer é a da fome.

A hora de comer é a fome.

À hora do comer, sempre o diabo traz mais um.

A hora é incerta, mas a morte é certa.

À hora má, não ladram cães.

À hora má, não ladram perros.

À hora má, perro não ladra.

A humildade é fundamento da verdade.

A idade não espera.

A ignorância da lei não desculpa a ninguém.

A ignorância da lei não escusa ninguém.

A ignorância do bem é a causa do mal.

A ignorância do futuro é um dos maiores benefícios da Providência.

A ignorância dócil é desculpável, mas a presumida é refratária, é desprezível e intolerável.

A ignorância é a mãe de todas as doenças.

A ignorância é a mãe de todos os erros.

A ignorância é a mãe de todos os vícios.

A ignorância é a mãe do atrevimento.

A ignorância é má conselheira.

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.

A ignorância é sempre atrevida; a sabedoria, em geral, modesta.

A ignorância é um grande mal, porém a falsa ciência é um mal ainda maior.

A ignorância é um mal, mas não contagioso.

A ignorância escandaliza o entendimento.

A ignorância não duvida, porque desconhece que ignora.

A ignorância não faz perguntas.

A ignorância não tem dúvidas.

A ignorância obra monstros.

A ignorância tem a discrição por malícia.

A igual razão, igual direito.

A imaginação é como as paixões: mente e engana a si mesma.

A imaginação é o recreio dos moços, como a reflexão é o consolo dos velhos.

A imaginação encanta os moços, a reflexão desencanta os velhos.

A imaginação pinta, o espírito compara, o gosto escolhe, o talento executa.

A imaginação, que avoluma os bens, também exagera os males futuros.

A importância exterior que afetam certas pessoas, denuncia ordinariamente a sua interior insignificância.

A impunidade começa por tornar as leis inúteis, e finda por torná-las ridículas.

A impunidade convida ao crime.

A incerteza do termo da nossa vida lhe confere uma perpetuidade ilusória, mas aprazível.

A inconstância da fortuna assusta os felizes e anima os infelizes.

À Índia, mais vão do que tornam.

A Índia, ou vende caro o que tem, ou troca com vantagem.

A indulgência para o vício é uma conspiração contra a virtude.

A indústria é a mão direita da fortuna; a frugalidade, a mão esquerda.

A indústria é a mão direita da fortuna, e a economia é a esquerda.

A ingratidão dos povos sempre corresponde à extensão dos benefícios recebidos.

A ingratidão é a sombra do benefício.

A ingratidão é o cancro moral de todos os crimes.

A ingratidão indigna e destrói.

A ingratidão seca a fonte da piedade.

A inimigo que foge, ponte de prata.

A injustiça feita a um é uma ameaça feita a todos.

A inteligência aumenta a força, dando-lhe melhor direção e disciplina.

A intenção é que conta.

A intenção é que faz a ação.

A intenção faz a ação.

A inveja anuncia o merecimento, como o fumo anuncia o fogo.

A inveja combate sempre a elevação.

A inveja é um verme que rói e consome as entranhas do invejoso.

A inveja está sempre em jejum.

A inveja matou Caim.

A inveja nunca tira o bem que outrem merece.

A inveja o homem atormenta; a emulação, porém, salienta.

A inveja sempre atina lugares altos.

A inveja traz o peão à limpeza e ao nobre mais nobreza.

A ir à guerra e a caçar, não se deve aconselhar.

A ira é em vão sem uma forte mão.

A ira é má conselheira.

A ira queima o entendimento.

A isca é que engana, e não o pescador nem a canoa.

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