Máximas, Pensamentos e Reflexões
do
Marquês de Maricá

Introdução
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Página dos Provérbios

 

E

É a vida que nos incomoda e importuna com as suas incessantes requisições e não a morte que de nada necessita. [1578]

É aborrecida a nobreza quando predomina a vileza. [1197]

É aos insignificantes e aos homens de maior juízo, prudência e sagacidade, que é dado atravessar incólumes as revoluções políticas das nações. [554]

É argumento muito poderoso de uma outra vida a crença instintiva e universal do gênero humano na sua existência e realidade. [2841]

É bem singular que os moços sejam pródigos podendo esperar uma vida longa, e que os velhos sejam avarentos estando ameaçados de uma morte próxima ou iminente. [38]

É bom consultar a opinião pública, não é seguro confiar nela. [2021]

É condição dos grandes homens serem perseguidos e maltratados na vida, e depois da sua morte lastimados, glorificados e vingados. [377]

É cousa muito ordinária pensar bem e escrever mal. [2466]

É cousa pouca o homem quando se considera que a riqueza, nobreza, autoridade e ciência não o podem salvar da morte e fazê-lo imortal. [2539]

É da natureza humana que muitos homens trabalhem para manter os poucos que se ocupam em pensar para eles, instruí-los e governá-los. [548]

É dado somente ao Divino Geômetra medir e compreender a Imensidade. [1795]

É dificílima empresa governar povos que não sabem ser livres, nem podem já ser escravos. [985]

É dos anarquistas que se pode dizer com mais propriedade que procuram dividir para reinarem ou governarem. [1853]

É duvidoso se sofremos mais pela própria ignorância ou pela dos outros homens. [2027]

É fácil enganar os homens que não são capazes de enganar a pessoa alguma. [1663]

É fácil governar os homens pelo terror; mas é difícil fazê-lo por muito tempo e impunemente. [1084]

É fácil recomendar a virtude no seu Abstraio, mas dificílimo conhecê-la e observá-la no seu concreto. [2954]

É falta de habilidade governar com tirania. [960]

É felicidade para os homens que cada um deles a defina a seu modo com variedade em sua essência e objetos. [626]

É feliz e ilustrada a velhice que chegou a conhecer e avaliar os prestígios e ilusões da vida humana, a descortinar as harmonias do universo, e a admirar em pleníssima convicção a infinita sabedoria e bondade de Deus que se revela em todos os pontos do espaço e em todos os instantes do tempo, com prodígios e assombros da sua onipotência. [520]

É feliz o velho que pode dizer com verdade: Prefiro os meses da minha velhice aos anos da minha juventude. [978]

É freqüente o riso, e raro o pranto na espécie humana, argumento, de que a soma dos bens é incomparavelmente maior que a dos males no sistema deste mundo. [2906]

É grande escândalo da natureza um velho namorado e libertino. [202]

É grande injustiça condenar a loquacidade das mulheres, quando se considera que sem ela as crianças e meninos nunca aprenderiam a falar. [1181]

É impossível e incompatível a existência de um caos com a de Deus. [2114]

É imprudência rejeitar os serviços dos maus e velhacos quando eles se oferecem a coadjuvar-nos em uma boa causa; é sobremaneira preferível tê-los antes por auxiliares do que por inimigos. [1083]

É incalculável o grau de virtude a que os homens poderiam chegar se cressem em Deus e o amassem como a natureza o revela, e não como as opiniões humanas o representam. [2140]

É inconseqüência nossa considerar a Deus presente para nos ouvir, quando lhe pedimos graças ou clemência, e reputá-lo ausente para não ver, quando praticamos ações indecentes e proibidas. [973]

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro. [387]

É mais cômodo e menos penoso o crer do que duvidar e descrer em matérias religiosas: no primeiro caso fundamo-nos na autoridade e crença de inumeráveis gerações, e dos homens mais doutos e distintos das nações; no segundo temos somente a nossa opinião individual, que é uma gota de água comparada com o Oceano. [2957]

É mais difícil sustentar uma grande reputação que granjeá-la ou merecê-la. [620]

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito. [724]

É mais fácil inculcar boas doutrinas que instruir com bons exemplos. [1963]

É mais fácil maldizer dos homens do que instruí-los e melhorá-los. [224]

É mais fácil perdoar os danos do nosso interesse que os agravos do nosso amor-próprio. [667]

É mais seguro escrever do que falar; falando improvisamos, para escrever refletimos. [1027]

É mais tolerável um moço imprudente que um velho impertinente. [1988]

É mais útil algumas vezes a extirpação de um erro, que a descoberta de muitas verdades. [82]

É malefício e não benefício dar liberdade a quem não tem juízo. [2434]

É mofina a condição dos povos em que faltam lavradores, e sobejam legisladores. [844]

É mofina a condição humana! Morremos quando começávamos a saber viver! [1618]

É muito difícil, e em certas circunstâncias quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada. [59]

É muito incomoda ou antes intolerável a amizade com pessoas nimiamente cerimoniosas, que fazem alarde de uma civilidade superfina e refinada. [2113]

É muito incômoda para nós, freqüentes vezes, a opinião exagerada que os outros homens têm de nossa importância pecuniária, mental ou social. [1492]

É muito limitada a nossa inteligência: não podemos compreender o máximo infinito, nem o mínimo infinitésimo da imensidade. [2718]

É muito precária a felicidade que depende dos outros e não tem a sua nascente em nós mesmos. [2183]

É muito provável que a posteridade, para quem tantos apelam, tenha tão pouco juízo como nós e os nossos antepassados. [262]

É muito rico aquele homem que possui um grande capital de desenganos e verdades. [54]

É na Imensidade de Deus que tudo se forma e se resolve para ser renovado e reformado com variedade e novidade por toda a Eternidade. [2605]

É na velhice que os doutos joeiram os seus conhecimentos adquiridos, e reconhecem com bastante mágoa que poucos têm ou merecem o título de verdades. [2565]

É na velhice que se sabe melhor avaliar e apreciar saúde, ciência e riqueza. [2186]

É nas grandes assembléias deliberantes que melhor se conhece a disparidade das opiniões dos homens, e o jogo das paixões e interesses individuais. [24]

É necessário desmascarar os maus e velhacos para que não abusem da boa fé e franqueza dos bons e virtuosos. [2969]

É necessário dourar ou envernizar a vida para ocultar a frágil consistência do seu fundo material. [2729]

É necessário não ter caráter e opinião própria, para bem viver com os homens e agradar a todos. [1461]

É necessário ocupar os homens, a religião contribui muito para lhes dar ocupação. [2440]

É necessário para que haja uma história variada do gênero humano que ele seja o que é, e como foi constituído pela Divina Sapiência neste mundo planetário. [2563]

É necessário que gozando dos bens e prazeres naturais reconheçamos que gozamos do mesmo Deus, autor de todos eles, e teremos de mais a mais o delicioso sentimento de gratidão pela sua infinita beneficência. [2892]

É necessário que não nos desencantemos inteiramente pela reflexão das ilusões deste mundo, se queremos gozar da vida com maior prazer e extensão. [2936]

É necessário que nos reconheçamos velhos quando somos tais, mudando ou alterando razoavelmente a forma e teor da nossa vida ordinária. [2638]

É necessário que o mundo material nos ocupe e distraia, o intelectual nos consome sem aquela distração. [2469]

É necessário que os homens sejam o que são para que o gênero humano satisfaça os fins para que foi criado e existe neste mundo. [2436]

É necessário que os moços e velhos sejam o que são, para que o gênero humano seja o que deve ser. [2622]

É necessário saber muito para poder admirar muito. [417]

É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania. [85]

É no mundo intelectual que se admiram e apreciam as maravilhas inumeráveis do mundo sensível e material. [314]

É nos teatros que os homens choram e se riem de si próprios sem o pensarem. [2103]

É notável que em certas e importantes matérias o que os homens presumem saber melhor, é o que ignoram inteiramente. [2579]

É notável que os homens inculcados por mais sabedores das cousas do outro mundo, foram os que mais ignoraram as da vida e mundo presente. [2468]

É penoso dizê-lo, confiamos menos nos homens à medida que mais os praticamos. [1409]

É péssima especulação querer subir maldizendo: o que assim pensa e obra desce, abisma-se e não sobe. [2621]

É planta frágil e sem duração a virtude que não tem a sua raiz na religião. [1690]

É problemático se os homens falam mais vezes para se enganarem ou para se entenderem. [241]

É prodigioso o jogo do gênero humano no teatro deste mundo, e mais admirável a variedade infinita de casos e sucessos que ocasiona, efeito necessário da natureza e faculdades que Deus lhe conferiu, pelas quais os homens sentem, pensam e obram neste sistema em que são principais afores e espectadores. [2938]

É prova de pouco juízo em um velho interessar-se demasiadamente nos negócios deste mundo, de que a morte lhe anuncia a retirada. [1836]

É quando as flores abrem, e os frutos amadurecem, que deleitam a nossa vista, olfato e paladar, com suas cores, perfumes e sabores, assim também é nas idades viril e madura que os homens exibem os primores do seu engenho, forças e produções. [2852]

É quando menos se crê em milagres que os povos os exigem dos que governam. [804]

É questão curiosa, se renascendo para uma segunda vida não seríamos os mesmos que fomos, concorrendo em tudo as mesmas circunstâncias, condições e acidentes da primeira: a afirmativa parece provável com ressaibos de fatalismo. [2877]

É rara a verdadeira gratidão, porque são raros os genuínos benfeitores. [479]

É tal a diversidade da cor verde no reino vegetal, que se torna impossível qualificar, numerar e denominar as suas variedades. [2527]

É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade nos conduzem à miséria e à desgraça. [412]

É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito. [12]

É tal a mudança e poder das circunstâncias, que os mesmos bens que em um tempo se nos figuram de impossível aquisição, em outro se facilitam, e vêm buscar-nos sem o menor trabalho da nossa parte. [1440]

É tal a nossa ignorância, que não podemos imaginar um mundo diverso deste, sendo aliás certo pela noção que temos da infinita sabedoria de Deus, que não há nem pode haver outro igual, e que todos quantos existem são essencialmente diversos entre si. [3037]

É tal a nossa imprevidência ou ignorância, que tomamos por um grave mal o que freqüentes vezes é origem e ocasião dos maiores bens. [2826]

É tal o nosso amor à nossa individualidade, que a morte, porque a destrói, é reputada o maior dos males. [2657]

É tão fácil enganar, quanto é difícil desenganar os homens. [213]

É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que se achem desobrigadas das suas promessas. [683]

É tão fácil recomendar a abnegação de nós mesmos como repugnante à natureza executá-la. [642]

É tão fácil sentir a felicidade como é difícil defini-la. [526]

É tão limitada a nossa inteligência que sem o contraste dos males não poderíamos avaliar os bens da vida. [2459]

Ê tão natural a variedade de opiniões dos homens, quanto seria extraordinária e inexplicável a sua uniformidade. [1587]

É terrível a idéia da morte para quem muito goza, muito possui e muito ama. [2064]

É triste a condição de um velho que só se faz recomendável pela sua longevidade. [275]

É triste a condição do sábio entre ignorantes e do homem probo entre velhacos. [2086]

É um erro constante nas pessoas de maior inteligência supor nos homens mais juízo, saber e probidade, do que eles realmente possuem. [1662]

É ventura para os bons serem ignorados ou esquecidos pelos maus. [1775]

Em algumas revoluções o jogo continua como dantes, à exceção do baralho e jogadores que são novos. [464]

Em amor e crença nada vale o mandamento. [2084]

Em Deus precedeu a concepção ideal à execução objetiva do Universo, e suas partes: os homens não podem elevar-se ao ideal senão pelo concreto e material desta fábrica assombrosa. [1973]

Em diversas épocas da nossa vida somos tão diversos de nós mesmos como dos outros homens. [371]

Em geral o temor ou medo, e não a virtude, mantém a ordem entre os homens. [284]

Em matéria de amor-próprio o mais pequeno inseto não o tem menor que a baleia ou o elefante. [1490]

Em matéria de ciência, quanta mais adquirimos tanto melhor descortinamos a imensidade do que nos falta. [364]

Em matéria de injúrias, é mais nobre, cômodo e seguro perdoar, esquecer e não vingar. [1021]

Em matéria de máximas umas explicam outras pela variedade de estilo, formas e composição. [3074]

Em matéria de religião a força pode fazer hipócritas, mas nunca verdadeiros crentes. [2122]

Em matéria de religião deve crer-se tudo o que é compatível com a idéia ou noção de um Deus eterno, imenso, infinitamente sábio, poderoso, bom, justo e previdente, e rejeitar quanto for oposto ou repugnante com estes seus divinos atributos. [2728]

Em matéria de tirania, a menor é a de um ou poucos, a maior a de todos ou a anarquia. [2502]

Em matérias e opiniões políticas os crimes de um tempo são algumas vezes virtudes em outro. [249]

Em matérias graves e importantes os homens geralmente preferem ser enganados ao viverem em incerteza: neste pressuposto, surgem sempre loucos, entusiastas, visionários e impostores, que os salvam desse embaraço. [2435]

Em nada os homens desatinam tanto como em política e religião. [2576]

Em os nossos reveses, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis. [688]

Em política e religião os néscios para seu bem devem crer e não discorrer. [1568]

Em política o futuro é mais tenebroso do que em moral. [1953]

Em política os remédios brandos agravam freqüentes vezes os males e os tornam incuráveis. [2189]

Em pontos de civilidade, o soberbo não paga o que deve, e exige sempre mais do que lhe é devido. [360]

Em saber gozar e sofrer, os animais nos levam grande vantagem: o seu instinto é mais seguro do que a nossa altiva razão. [549]

Em tese geral não há homem feliz sem mérito, nem desgraçado sem culpa. [982]

Em tudo se observa ação e reação, no mar, na terra, nos ares e nos homens. [2931]

Em um mundo em que a destruição anda a par da formação, a morte a par da vida, apaixonar-nos profundamente pelos objetos que nele se criam e figuram por algum tempo, é loucura rematada. [2883]

Em um povo ignorante a opinião pública representa a sua própria ignorância. [363]

Em um povo ignorante o chefe deve ter a mesma autoridade absoluta que a Natureza confere aos pais sobre seus filhos meninos e menores. [2761]

Em uma nação mal constituída são as pessoas menos importantes ou insignificantes as que incutem mais terror, e ocasionam maiores males. [2961]

Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos. [203]

Embebei-vos em Deus, impregnai-vos de sua sabedoria pelo estudo das suas obras, e tereis nesta vida uma prelibação da bem-aventurança eterna. [2710]

Encurtamos a vida, afadigando-nos muito mais do que convém para mantê-la. [1809]

Enganamo-nos com os homens porque afetam geralmente parecer o que não são. [2592]

Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos. [721]

Enganamo-nos ordinariamente sobre o modo de sentir e pensar dos outros homens quando os avaliamos por nós; cada qual é um original sem cópia. [2683]

Enganar e ser enganado é talvez a sorte inevitável do gênero humano neste mundo sublunar. [2438]

Enganar e ser enganado é talvez a sorte inevitável do gênero humano neste mundo sublimar. [2730]

Enquanto o mundo não mudar de estrutura, e os homens de organização, todos hão de ser o que são, e o que têm sido, sem alteração importante ou essencial. [3049]

Enquanto renhimos e disputamos sobre a melhor forma de governo, vem a morte e nos desobriga do interesse que tomávamos em tão embaraçosa controvérsia. [586]

Enquanto umas nações se adiantam para a idade de ouro, outras se atrasam para a do papel: aquelas enriquecem, estas empobrecem. [3075]

Entes invisíveis nos observam quando nos cremos sós e sem companhia. [400]

Entidades fabulosas, umas boas, outras malignas, incorporadas nas crenças e cultos religiosos antigos e modernos, foram sempre criaturas da imaginação, ignorância e impostura humana: a razão e Natureza debalde as reprovam e recusam, a credulidade dos homens é mais poderosa do que elas ambas. [2650]

Entre as paixões humanas a ambição tem tanto de nobre como a avareza de ignóbil. [446]

Entre as pessoas incômodas nas companhias, distinguem-se especialmente os doentes, litigantes e pretendentes. [630]

Erramos, aprendemos e somos enganados até morrer por maior que seja a nossa idade, experiência e sapiência. [2689]

Escrevendo para nossa glória trabalhamos em serviço e benefício dos outros homens. [2552]

Escrevi para todos, para muitos e para poucos: intelligenti pauca. [3068]

Esperdiçamos o tempo, queixando-nos sempre de que a vida é breve. [32]

Esta vida mal se entende sem uma outra subseqüente. [1242]

Estabelecido como verdade, um absurdo, este vem a ser o núcleo de muitos outros, o que se observa especialmente em matérias religiosas. [2917]

Este mesmo mundo que nos engana, nos desengana. [430]

Este mundo é a verdadeira fênix que renasce das suas cinzas e se renova pela morte. [1671]

Este mundo é propriedade de lodosos viventes, e com especialidade dos mais inteligentes. [2054]

Este mundo é um vasto e complicado labirinto em que o homem se perde e desatina, se a virtude o não dirige e acompanha. [1276]

Este mundo tem duas faces, uma grave, outra burlesca: cada qual o comenta e define conforme se lhe representa. [1945]

Estudai a Natureza, revelação divina, e chegareis a saber o que nenhum homem vos poderia dizer. [2520]

Estudai os instintos, conhecereis os meios, fins e desígnios da Natureza nos viventes de sua produção. [2752]

Estudar a natureza, é aprender de Deus que se revela nas suas obras. [993]

Estuda-se mais na velhice para bem morrer do que se estudou na mocidade para bem viver. [2413]

Eventos há que por antecipados se tornam desastrosos: seriam felizes se chegassem maduros na ordem natural dos tempos e das cousas. [2118]

Evitamos os contrastes que nos são desfavoráveis: a feia não acompanha a formosa, nem o ignorante ao homem sábio. [1845]

Exageramos as nossas desgraças para excitar admiração ou compaixão. [1002]

Exigimos uma perfeição moral nos homens de que eles são incapazes; não os há inteiramente maus nem perfeitamente bons: o procedimento em todos é mesclado de boas e más ações, bons e maus sentimentos. [2963]


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